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Terça-feira, 14 de julho de 2020
Notícias

Em Grande Expediente virtual Câmara recebe convidados para falar sobre o atual momento na educação


Data: 30 de maio de 2020
Crédito: Assessoria de Imprensa
Fotos: Assessoria de Imprensa


A Câmara de Canoas recebeu especialistas da área da Educação e Saúde para falar sobre o atual momento que estamos vivenciando, em virtude desta Pandemia.


Convidados

Professora Danielli Rosa de Jesus - Secretária Municipal de Educação.
Dr. Fernando Ritter – Secretário Municipal de Saúde.
Professora Doutora em Educação Sônia Maria de Oliveira da Rosa – Coordenadoria 27° CRE.
Professora Valéria Nunes – Representante do Conselho Municipal de Educação de Canoas.
Professor Júlio César Santos – Presidente do SINPROCAN – Sindicato dos profissionais em Educação Municipal de Canoas.
Professor Pablo Henrique Silva dos Santos – Representante do 20º núcleo do CPERS.

Em sua explanação, A Coordenadora Sônia, da 27º CRE, diz que é um momento de pensar na reinvenção da escola. É o processo de um caminho que se abre e não se pode retornar. Para a coordenadora a Pandemia está causando crise em diferentes setores e na educação não é diferente, mas que se possa aproveitar esta situação para se reinventar. E é isso que o Estado vem fazendo, dentro de suas possibilidades, mesmo não sendo a melhor forma.

Segundo Sônia há muitas dificuldades e pontos importantes de tomada de decisão da CEDUC com as 30 coordenadorias regionais de educação. A atitude tomada foi de suspenção das aulas presenciais no Estado e iniciou- se um trabalho com aulas programadas. Aulas físicas onde não há internet e on-line para os aluno com acesso a rede. Um exemplo é a Escola Andre Leão Poente, onde as aulas estão sendo trabalhadas em EAD. Existe um plano de ação com todas as escolas que já foi entregue. Um processo virtual que vai para a CEDUC e está em conexão com o Ministério Público, para validação dessas aulas. Foi constatado que 20% das escolas vem realizando um trabalho de forma física e 80% das escolas oportunizando diferentes plataformas, dentre elas, as redes sociais que as escolas já estão conectadas. Também foram disponibilizados cursos para os professores no mês de março e abril. E para os gestores, numa parceria com o Sebrae, que termina em 31 de maio. Com recursos do Governo Federal e Estadual, foram entregues sextas básicas para famílias necessitadas. No pré-enem 13 professores da rede estadual estão fazendo o programa na TVE com transmição também pelo You Tube. O curso irá até 31 de outubro e é exibido sempre de segunda à sextas-feiras dàs 19h às 23 h. transmitido também na língua de sinais (Libras), atingindo não só os alunos, mas toda a comunidade.

Em maio foi antecipado o recesso escolar de 15 dias e outros 15 dias são a suspensão das aulas. Foi feito um relatório de planos de ação, para que se possa validar as aulas de abril e maio, que foram realizadas tanto de forma física, como on-line. E a partir de junho será adotada uma plataforma única. O Estado trabalhará com a perspectiva de aulas híbridas, algumas presenciais e outras on-line para viabilizar o ano letivo.

Valéria Nunes, representante do Conselho Municipal de Educação, relatou o momento delicado em que estamos vivendo, a importância de poder trocar informações, ouvir a pauta sobre o planejameto e o futuro retorno das aulas no Município de Canoas. O Conselho de Educação é um órgão normativo, que tem a tarefa de pensar no retorno das atividades letivas e normatizar a lei, o parecer e a resolução que vai tratar sobre a reorganização do calendário escolar. E neste momento, está dialogando com a Secretaria Municipal de Educação e a Secretaria da Saúde para recolher e compilar informações, para junto com o colegiado do Conselho elaborar a resolução que tratará do calendário escolar.

A representante diz que o conselho está aguardando os protocolos que estão sendo emitidos, para poder auxiliar os integrantes do Sistema Municipal de ensino. Foi designada uma comissão especial de conselheiros, para estudar todas as informações sobre as atividades remotas e fazer uma resolução com as características da Cidade em relação ao ensino.

Segundo a Secretária Danielli Rosa de Jesus, o retorno das aulas só se dará quando for possível de forma segura. Ainda não há data, mas o Município está se organizando para que quando ocorrer este retorno, todos os protocolos sanitários sejam garantidos. Também será debatido com os representantes das escolas privadas sobre as orientações pertinentes a toda rede de ensino. A secretaria está dialogando sobre a aquisição de EPEIS de forma autônoma pelas escolas, através da suplemantação de verba da gestão compartilhada, para que cada equipe diretiva tenha autonomia para adquirir este material. Têm-se uma preocupação muito grande em garantir a higienização nos moldes da Secretaria da Saúde e vamos oportunizar isso às escolas.

A Secretária diz que os estudos remotos estão em tratativas junto do Conselho Municipal de Educação em relação a validação das horas de ensino fundamental e da pré escola. Há um grupo de trabalho na Secretaria de Educação organizando de forma pontual e abordando todas as questões que cabem tanto ao ensino fundamental, quanto ao infantil, em respaldar essas horas para serem computadas. Não está sendo trabalhado nenhum conteúdo novo com os alunos da rede. São trabalhados atividades que estão sendo produzidas para manter a capacidade intelectual dos estudantes. Hoje a parcela de alunos sem acesso a internet, recebe na própria escola o material através de um cronograma, onde as escolas ficam abertas para a entrega desse material às famílias sem acesso a internet e as que optarem por essa modalidade .

Para o Governo Municipal prioridade hoje é garantir a segurança dos alunos e da comunidade. Não será reiniciado nada sem essa garantia. Hoje se vive um dia de cada vez, não há a possibilidade de se planejar. Tem-se que acompanhar o avanço dos casos de Covid que estão aparecendo e a partir disso fazer o planejamento.

O Secretário da Saúde Fernando Ritter relatou que a Secretaria da Saúde vem dialogando com a Secretaria da Educação para poder esboçar um protocolo de cuidados que deverão ser tomados pelas escolas no momento em que tiver condições de retomar, Esse retornonão será possível a curto prazo, porque diferente de outros lugares que já retomaram suas atividades gradualmente, aqui ainda se está num processo crescente e não atingiu o pico da Pandemia. É temerário pensar na retomada das atividade e ainda não se têm prazos.

O Secretario diz que é o processo de evolução da Epidemia em Canoas e no Estado do Rio Grande do Sul é que definirá as datas. "Estamos aguardando o posicionamento do Governo do Estado, mas preventivamente já estamos nos organizando com as regras que deverão ser tomadas, quando houver segurança para fazer uma divulgação de datas. Não está ainda em discussão a possibilidade de abertura a médio e a curto prazo."

Fernando Ritter relata que já estão sendo pensadas algumas medidas, para quando houver o retorno sejam tomadas protocolos de segurança, que valerão para todas as escolas públicas e privadas, com regras diferenciadas para escolas infantis. Tomando exemplos do que foi feito em outros países, como a França, que retomou as atividades das escolas e preventivamente resolveu fechar algumas, porque aumentaram o número dos casos. Deverá ter uma discussão ampla de quais cuidados deverão ser tomados para a retomada das aulas, assim como foi feito para retomada do comércio na cidade. E se houver algum aumento de casos de Covid, vão ser revistas algumas posições e terão orientações mais duras com relação aos cuidados, pois devemos pensar na preservação da vida. "Em relação as escolas e o retrono das aulas não temos como fazer qualquer previsão. Esta previsão será conforme a evolução do Coronavírus."

O Professor Júlio Cesar Santos, presidente do Siprocan, expôs que o Sindicato está preocupado com o retorno das aulas e com as questões de segurança, tanto com os estudantes, como com os profissionais da educação. E a questão dos protocolos, que devem estar bem claros e definidos, não só para o Município de uma maneira geral, mas para cada escola, porque cada uma possui a sua especificidade. Há escolas de educação infantil, que vão requerer um cuidado maior, em relação ao distanciamento das crianças e dos profissionais.

Júlio Cesar diz que existe a questão dos familiares e das comunidades, que também estão envolvidos e a preocupação com as EPIs, que ficarão a cargo das escolas. De como esses diretores farão o orçamento desses equipamentos de segurança e se esses equipamentos serão para os profissionais de educação, ou para toda a comunidade escolar.

O Siprocan também tem a preocupação de como as escolas irão fazer o levantamento de preços, com os poucos recursos que têm e como conseguir atender a todos os servidores e toda a comunidade escolar, com essa verba de suplementação. Há também uma preocupação com os protocolos, como a ferição de testes e medição de temperatura. Segundo o Professor Júlio, hoje poucos são testados para saber se tem o vírus. Não há testes suficientes e isso é uma preocupação. A maior é em relação a saúde, tanto dos servidores, como da comunidade escolar. "Temos um calendário escolar e tem que haver um plano futuro, porque os protocolos foram afrouxados um pouco e o número de casos já teve um aumento significativo. Ainda há pessoas, que não estão tomando os devidos cuidados, não estão dando importância ao Covid."

O Siprocan está preocupado em relação ao retorno das aulas, quais protocolos serão tomados e os cuidados com as EPIs. Como manter o distanciamento na educação infantil e naquelas escolas que têm turmas com muitos alunos e não há como manter um distanciamento.

O Professor Pablo Henrique, representante do CPERS diz que o debate desta questão é muito importante, pois esta situação que está ocorrendo é inexistente nos últimos 100 anos, quando ocorreu a gripe espanhola. Nós estamos muito preocupados com os trabalhadores da educação e com toda comunidade escolar. O CPERS não está vendo a mesma preocupação por parte do Governo do Estado.

O Governo lançou um protocolo inicial de abertura, que não está levando em consideração a realidade fática, como o que acontece em sala de aula. Como lidar com crianças, pois é difícil pedir para manter a distância. Elas estão na idade em que o afeto e a proximidade fazem parte da sua rotina. Isso está gerando um tumulto na cabeça dos gestores educacionais, que ainda estão recebendo parcelado.

O Professor Pablo relatou, que o CPERS está fazendo cestas básicas para os funcionários de escolas, em parceria com o Sinprocan e outros Sindicatos que estão ajudando.




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