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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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Sinprocan participa da Tribuna Popular


Data: 1 de julho de 2016
Crédito: Assessoria de Imprensa
Fotos: Assessoria de Imprensa

O Sindicato dos Profissionais em Educação de Canoas (Sinprocan) participou da Tribuna Popular na sessão desta quinta-feira (30). O espaço foi solicitado pela entidade para apresentar os problemas enfrentados pela categoria na rede municipal de ensino.

O presidente em exercício do Sinprocan, Julio César Rodrigues dos Santos, apontou, entre as situações consideradas mais críticas, a falta de estrutura de trabalho, ambientes insalubres e carência de professores em sala de aula. Salientou que, além do estatuto do funcionalismo municipal, os profissionais de educação têm quatro planos de carreira. "Se juntarmos esses quatro planos não conseguiremos formar um que contemple os anseios da categoria, pois nenhum deles valoriza, verdadeiramente, o profissional da educação", criticou.

Segundo a entidade, os planos de carreira geraram situações como a existência de profissionais nas escolas com a mesma formação e função recebendo salários diferentes, além de cinco cargos para exercer a mesma função na educação infantil. O presidente também denunciou problemas estruturais em escolas recém-inauguradas, com rachaduras e salas inacabadas.

Comunicações de Liderança

Após o espaço da Tribuna Popular, vereadores de diferentes bancadas utilizaram o momento das Comunicações de Liderança para responder aos questionamentos e reclamações apresentadas pelo representante do Sinprocan. Em seus pronunciamentos, os vereadores manifestaram respeito à luta dos profissionais de educação por avanços, mas rebateram as críticas de que faltou discussão antes da votação do plano de carreira da categoria.

Vice-líder do governo na Câmara, o vereador José Carlos Patricio (PSD) lembrou que a votação do plano de carreira foi solicitada e acompanhada por representantes do Sinprocan e do Sindicato dos Municipários de Canoas (SIMCA). O vereador Aloisio Bamberg (PCdoB) também salientou que a votação do projeto foi antecedida por inúmeros debates com os sindicatos e professores.

O presidente da Câmara, vereador Paulo Ritter (PT), enfatizou que o plano de carreira foi elaborado em conjunto com o Sinprocan e aprovado por unanimidade pelas bancadas. "O projeto não teve assinatura ideológica ou partidária. Foi resultado de uma construção de mais de dois anos", afirmou.

O vereador Francisco da Mensagem (PSB) defendeu o debate propositivo e salientou que a Câmara buscou avançar dentro do que se mostrava viável à época da votação do plano de carreira. Juares Hoy (PTB) ressaltou que existia a compreensão de que não havia como avançar mais no texto do plano de carreira naquele momento, mas que isso não significava que o texto contemplasse, de fato, os anseios da categoria.

Ivo Lech (PMDB) também discordou das afirmações de que os vereadores teriam votado sem embasamento o projeto. Criticou a situação de troca de professores da educação infantil no decorrer do ano letivo e citou problemas na estrutura física de escolas, incluindo as obras recém-inauguradas. O vereador Airton Souza (PP) destacou a importância dos profissionais de educação na sociedade. Dr. Pompeu (PTB) defendeu a valorização da área da educação e o reconhecimento dessa categoria de profissionais.

O vereador Alexandre Gonçalves (PPS) solicitou que o sindicato entregasse cópia das reivindicações para que os vereadores possam fazer uma análise mais profunda das demandas. Líder do governo na Câmara, o vereador Ivo Fiorotti (PT) defendeu o direito de a categoria lutar por avanços, mas sem deixar de reconhecer as conquistas obtidas na área da educação em Canoas. "Em vez de reconhecer o plano de carreira como um avanço, e lutar por mais, estão desconhecendo essa conquista. Não vamos avançar na cidadania desse jeito", ponderou. 




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