O delegado penitenciário Luciano Lindemann, da 1ª Delegacia Penitenciária Regional, com sede no município, e a administradora do Instituto Penal de Canoas (IPC), Magda Rosane da Silveira Pires, participaram de Grande Expediente na Câmara, na sessão desta terça-feira (10). A convite do vereador Juares Hoy (PDT), eles explanaram sobre a situação do sistema prisional em Canoas, as mudanças na gestão do IPC e as perspectivas relacionadas ao Complexo Penitenciário, que está em fase de construção.
Lindemann lembrou que a sede da 1ª Delegacia Penitenciária Regional foi transferida de São Leopoldo para Canoas em 2011. Uma das motivações, segundo ele, teria sido a integração das forças da segurança pública na cidade, o que resulta em benefícios tanto para a atividade policial quanto para a área da execução penal.
O delegado penitenciário destacou também os avanços obtidos em relação ao alto índice de fugas verificado no IPC no decorrer de 2009. “Conseguimos, a partir do apoio de empresários, da Prefeitura e da comunidade, implementar o perfil trabalhador na instituição. Existem detentos trabalhando na prefeitura e em empresas”, afirmou. De acordo com Lindemann, o modelo será levado também para o Complexo Penitenciário de Canoas. Existe um projeto de construção de pavilhões de trabalho, onde as empresas interessadas poderão instalar suas estruturas para o aproveitamento da mão de obra prisional.
A nova administradora do IPC, Magda Pires, elencou algumas das mudanças sofridas pela instituição, que agora pertence à Divisão de Monitoramento Eletrônico da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), e não mais a 1ª Delegacia Penitenciária Regional. O instituto, com sede no Centro da cidade, recebe apenados do regime aberto e semiaberto. “É um perfil diferente dos presos no regime fechado. Conseguimos avaliar e investir na pessoa”, ressaltou. Quase 70% dos 82 apenados trabalham fora do instituto, a maioria em secretarias da Prefeitura de Canoas.
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