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Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Grande Expediente apresenta diagnóstico sobre economia solidária em Canoas


Data: 25 de novembro de 2025
Crédito: Felipe Figueiró / Assessoria CMC
Fotos: Gian Guglieman / Divulgação CMC

A Câmara Municipal de Canoas recebeu, nesta terça-feira (25), uma apresentação sobre os resultados da pesquisa de diagnóstico da economia solidária no município. A explanação foi feita durante o Grande Expediente da sessão ordinária, a partir de proposição dos vereadores Emílio Neto (PT), Alexandre Gonçalves (PDT), José Carlos Patrício (PSDB) e Gabriel Constantino (PT). O objetivo foi compartilhar com os parlamentares e a população os principais dados e análises do levantamento, promovido pelo Programa Agente Paul Singer.

Conduzido pelo agente local do programa, William Almeida Cavaleiro, o estudo mapeou 30 empreendimentos da economia solidária em Canoas entre os meses de junho e novembro. A pesquisa abordou temas como perfil dos trabalhadores, atividades desenvolvidas, impactos da enchente, acesso a políticas públicas e expectativa em relação à atuação do poder público. Segundo William, mais de mil pessoas estão envolvidas diretamente nas iniciativas levantadas, que abrangem setores como artesanato, confecção e reciclagem.

“Julgo que ninguém conhece melhor Canoas do que vocês, os 21 vereadores. Vocês sabem onde estão os empreendimentos de economia solidária, mesmo aqueles que, por vezes, não sabem que fazem parte desse movimento. Por isso este momento aqui é tão importante”, destacou o agente, agradecendo aos parlamentares e entidades parceiras pela recepção e apoio institucional.

O vereador Emílio Millan Neto, um dos proponentes do expediente, reforçou a relevância do tema. “Todos aqueles que olham para a economia solidária têm que saber o tamanho que ela é. Ela é muito mais do que geração de renda individual. Enriquece a cidade, gera trabalho coletivo e transforma vidas. Nós, do Programa dos Valorados, propusemos esse debate para que a economia solidária receba o valor que merece”, afirmou.

Durante a apresentação, William também ressaltou o potencial transformador do segmento e os desafios enfrentados. Entre os dados apresentados, destacou-se o número expressivo de empreendimentos que ainda não acessaram assessorias técnicas nem políticas públicas específicas. Também foi mencionado o impacto da enchente do primeiro semestre, que afetou diretamente 15 empreendimentos e comprometeu os bens materiais de dezenas de trabalhadores. O levantamento evidencia a necessidade de ampliar o apoio institucional ao setor. Segundo o agente, a maior parte dos entrevistados apontou a comercialização como principal demanda e fator limitante para o crescimento das atividades. “Falar de economia solidária é mais do que falar de feiras. É falar de justiça social, desenvolvimento sustentável e protagonismo comunitário. Mas, para isso, é preciso política pública, projeto e estrutura”, concluiu William.




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